Criança vive gripada depois que começou a escola?

A criança começa a creche ou a escola e parece emendar um resfriado no outro. Quando a tosse está melhorando, o nariz volta a escorrer. Para muitas famílias, fica a sensação de que o filho está doente o tempo inteiro.

Nos primeiros anos de vida, isso pode acontecer com bastante frequência. A convivência próxima com outras crianças aumenta o contato com vírus que o organismo ainda não conhecia.

Quantos resfriados uma criança pode ter?

A Academia Americana de Pediatria informa que muitas crianças têm cerca de oito a dez resfriados nos primeiros dois anos de vida. Quem frequenta creche ou convive com irmãos em idade escolar pode ter ainda mais.

Como cada episódio pode durar de uma a duas semanas, o fim de um resfriado pode se aproximar do início do seguinte. Isso cria a impressão de uma única doença longa, embora sejam infecções diferentes.

Com o passar do tempo, a frequência costuma diminuir. A criança encontra menos vírus novos e o sistema de defesa responde com mais experiência.

O que costuma fazer parte de um resfriado comum?

Os sintomas mais frequentes são:

  • Nariz escorrendo ou entupido.
  • Espirros.
  • Tosse.
  • Febre baixa em alguns episódios.
  • Menos apetite por alguns dias.
  • Irritação ou cansaço.


A secreção do nariz pode ficar amarela ou esverdeada durante a evolução. A cor, sozinha, não confirma infecção bacteriana e não define necessidade de antibiótico.

O mais importante é observar como a criança respira, bebe líquidos, interage e melhora ao longo dos dias.

Quando a frequência ainda pode ser esperada

Mesmo com vários resfriados, costuma ser tranquilizador quando a criança:

Cresce e ganha peso como esperado.

  • Recupera a disposição entre os episódios.
  • Brinca normalmente quando está bem.
  • Não apresenta infecções muito graves ou incomuns.
  • Melhora no tempo esperado.
  • O pediatra acompanha esse conjunto, e não apenas o número de vezes em que a criança ficou doente.


Quando vale investigar melhor

  • Uma avaliação mais detalhada pode ser necessária quando há:
  • Dificuldade de ganhar peso ou crescer.
  • Infecções que exigem internações repetidas.
  • Pneumonias recorrentes.
  • Necessidade frequente de antibióticos com pouca resposta.
  • Infecções profundas ou causadas por microrganismos incomuns.
  • Cansaço persistente mesmo fora das crises.
  • Histórico familiar de problemas de imunidade.


Ter um desses sinais não confirma uma alteração imunológica. Ele mostra que vale organizar a história e decidir se algum exame é necessário.

Quando procurar atendimento durante uma crise

Procure o pediatra com mais rapidez se a criança estiver com dificuldade para respirar, muito sonolenta, sem conseguir beber líquidos, urinando pouco ou com piora progressiva.

Bebês pequenos merecem atenção especial. Em menores de três meses, febre precisa ser comunicada ao pediatra prontamente.

Também vale consultar quando a febre persiste, a tosse piora, surge dor de ouvido ou a criança não apresenta melhora gradual.

O que ajuda a reduzir a transmissão?

Algumas atitudes simples fazem diferença:

  • Manter vacinas atualizadas.
  • Ensinar a lavar as mãos.
  • Cobrir tosse e espirro com o braço.
  • Evitar compartilhar copos e talheres.
  • Manter ambientes ventilados.
  • Respeitar o tempo de recuperação quando a criança está febril ou sem disposição para participar das atividades.


Suplementos ou vitaminas não devem ser usados como solução automática. A indicação depende da alimentação, da idade e da avaliação da criança.

Se seu filho parece estar doente o tempo inteiro ou se você tem dúvidas sobre a frequência das infecções, agende uma consulta com a equipe de Pediatria do CEM. Avaliar crescimento, recuperação e padrão dos episódios ajuda a trazer mais clareza para a família.

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